10 princípios psicológicos e práticos para o desenvolvimento da inteligência emocional infanto-juvenil.

O valor da inteligência emocional no desenvolvimento infanto-juvenil.

Prantos, ataque de fúria, impulsividade, descontentamento…. Que atire a primeira pedra o pai ou professor que nunca teve que lidar com as frustrações de uma criança ou jovem!
Inteligência emocional
Inteligência emocional

A escola é, sem dúvida, um espaço de sociabilização propício à aprendizagem de regras de convivência, à cidadania, à cultura e tantas outras competências e habilidades preciosas à formação intelectual e social do indivíduo.

Apesar da escola congregar tantos papéis formadores, o desenvolvimento da inteligência emocional, competência primordial para a saúde e o equilíbrio do SER, também deve ser incorporada à prática educacional.

Razões pelas quais a inteligência emocional deve ser trabalhada na escola

A inteligência emocional e a vida familiar se convergem na escola.

O papel de educador dos pais é essencial para a formação de seus filhos, sujeitos em desenvolvimento. É importante que a convivência familiar seja equilibrada, priorizando-se o afeto, a disciplina não coerciva e a segurança emocional.

Nos transparece, que cada vez mais a escola usurpa este referencial familiar. Sabemos que famílias desestruturadas não são capazes de ponderar acerca do bem-estar de suas crianças. Sabemos também que há muitas famílias estruturadas cujo cotidiano impossibilita um acompanhamento efetivo do crescimento de seus filhos – são os tempos modernos.

É neste cenário; portanto, que a escola precisa combater o analfabetismo emocional, facilitando a formação futura de adultos emocionalmente inteligentes.

Inteligência emocional
Fonte conceitual:  Inteligência emocional – Daniel Goleman.   Visual: Luciana Oliveira

Cada vez mais, percebemos a importância inegável do papel social do educador. Este, é um referencial para os jovens cuja conduta pode impactar positivamente os educandos.

Na escola, por exemplo, o professor além de trabalhar o currículo das disciplinas e a sociabilização, também carece de intervir no equilíbrio emocional de seus alunos.

Inúmeras vezes, passei por experiências na sala de aula ou em projetos sociais de cunho psicossocial, onde a criança ou adolescente direcionava a sua frustração de forma incoerente ou agressiva.

Corriqueiramente, também era notável a oscilação no desenvolvimento escolar destes jovens. A falta de equilíbrio emocional, independente da condição socioeconômica, era vislumbrada por meios das anamneses realizadas com os familiares.

Brigas entre os entes queridos às crianças e jovens, casos de alienação parental, cobranças excessivas, etc., influenciavam no rendimento dos educandos. Não sendo incomum crianças, antes com bom desempenho, terem redução no aproveitamento escolar.

A importância do referencial familiar na construção emocional das crianças.

Os pais são o primeiro referencial de valores dos filhos. O desenvolvimento emocional da criança e do jovem é estabelecido ao dar-se limites e afeto.

Os sentimentos de impotência, agressividade, baixa autoestima e fragilidade são reflexos do emocional fragilizado de crianças que, porventura, sofreram excesso de cobrança ou violência abusiva.

Os prejuízos causados pela falta de amor, respeito e proteção também são significativamente duradouros e tendem a piorar ao longo dos anos.  Daí a importância de nutrir as necessidades emocionais básicas da criança.

10 indicadores de que a criança ou jovem está abarcando inteligência emocional.

  1. Pais demonstram autoestima saudável; refletindo, assim, afeto e respeito pelos filhos;
  2. Pais e filhos são capazes de se comunicar e expressar suas emoções entre si;
  3. Pais identificam e protegem seus filhos de situações de risco, não expondo-os, por exemplo, ao abandono de incapaz;
  4. Os filhos têm acesso a atividades adequadas à idade, necessidades e habilidades;
  5. Pais não usam de meios coercivos (violência física ou psicológica) para disciplinar os filhos;
  6. Pais asseguram hábitos de higiene e nutrição, não cometendo negligência;
  7. Os filhos são capazes de expressar-se, lidando com as próprias emoções. A criança precisa aprender a descrever suas experiências tal como foram sentidas;
  8. Pais demonstram afeto frequentemente, pois a criança precisa senti-lo muito mais do que o adulto;
  9. Pais ajudam as crianças a lidarem com suas tristezas. Essa prática possibilita a resiliência das crianças;
  10. Pais acompanham os filhos em sua vida educacional e social. Pergunte à um professor, quantas vezes os familiares de uma criança, intitulada “problemática”, estiveram presentes em uma reunião de pais e mestres?

Estas diretrizes servem de parâmetro para avaliar a conduta familiar.

São também meios eficientes para lidar com a fragilidade emocional de forma construtiva.

Nos vemos! 🙂

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