A humanidade está em crise? Veja como a Educação e a Inteligência Emocional podem trazer harmonia ao mundo.

A humanidade está em crise?

Os novos dilemas que a modernidade trouxe à educação familiar e aos profissionais da educação.

Lembro-me de um projeto social o qual coordenei cujos estudantes de psicologia social trabalharam o tema “o que eu gosto, o que eu não gosto? ” com crianças em situação de vulnerabilidade social.

Surpreendeu, a todos nós, os desenhos e textos elaborados pelas crianças.  Havia reflexões sobre a valorização do núcleo familiar, o respeito mútuo e o amor aos animais. Em contrapartida, muitas crianças expuseram a angústia do “estar sozinho”, evidenciando a ausência parental.

Educação
O grito (1983). Edvard Munch

Daniel Goleman, PHD pela Universidade de Harvard, em seu livro Inteligência Emocional, nos conduz ao entendimento desta e sua importância para uma humanidade saudável, equilibrada e mais feliz.

A pesquisa nos intui a refletir, por meio de exemplos práticos, sobre o aumento nos casos de crimes hediondos, da intolerância, do abuso de drogas e remédios, da apatia às dores humanas, às fobias, à depressão, dentre muitos outros aspectos relevantes à atualidade.

A violência estrutural vivida por inúmeras famílias afeta o sentido de “pertencimento social”, enfraquecendo a humanização e sociabilização da criança e do adolescente. A família se ressente da ausência da participação do Estado cujo o papel é cumprir o que determina a legislação.

Art. 227 da Constituição – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Preceitos também REPRODUZIDO no Art. 4 do ECA. 

A Função da Educação e da Inteligência Emocional em nosso Mundo.
inteligência-emocional
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Fernando M. Reimers (Global Education for the Twenty First Century: Designing a Global Citizenhip Course) aponta que a educação tem sua raiz na chamada “perspectiva cosmopolita”. Há a ideia empática de que todos os seres humanos são conectados, tendo valores comuns e semelhantes independentes das diferenças étnicas, regionais e socioculturais. Esta percepção de igualdade entre as pessoas é precursora da criação dos “Direitos Humanos”.

Somos todos iguais. Os anseios, as dores, os sentimentos, as emoções são inerentes a todos nós. É papel familiar e educacional mediar o desenvolvimento de competências emocionais intrínsecas aos seres humanos. Uma mente emocionalmente inteligente exterioriza mais equilíbrio e harmonia no mundo exterior.

Amparar famílias e comunidades para que elas possam cuidar de suas próprias crianças pode parecer mais complicado no curto prazo. Mas em longo prazo produz enormes dividendos. Não só as crianças se tornam mais capazes de lutar e se tornarem melhores pais, mas se tornam mais capazes de contribuir para o desenvolvimento de suas próprias comunidades e de seus países.

Save the Children UK: Keeping Children Out of Harmful Institutions: Why we should be investing in family-based care, 2000.

Não há dúvidas de que devemos buscar na escola, na família e na sociedade a inteligência emocional para construirmos uma humanidade coesa e menos conflituosa.

Nos vemos!

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